sábado, 17 de março de 2012

Até Quando...

Ainda me pergunto as razões de tudo que não tivemos.
Foi algo que eu disse?
Algo que eu fiz?
Só consigo imaginar que foi o deixei de fazer
ou dizer.
Eu só queria não pensar mais nisso,
parar de ansiar por coisas que sei não serem possíveis.
Não hoje, não nunca.

Não sei evitar pensar que daríamos certo juntos.
Deixamos mesmo o medo de arriscar nos tirar algo potencialmente perfeito?
Foi só medo, ou o orgulho tem sua parcela nesse jogo?
Não, não pode ser.
Sei que, de minha parte,
abriria mão de tudo para ser um contigo.
Ser teu por completo, e ter-te por inteira em mim.

Quer algum deus ou o destino nos ver separados,
disso não duvido.
Estes tortuosos caminhos que nos separam
não podem ter sido criados por algum mortal.
Ninguém cria trajetos para morrer sozinho.
Não podemos ser simplórios assim.

Deixar de imaginar é impossível,
mas queixar-me é opcional.
Inútil, e infrutífero.
Só queria saber por quanto tempo nutrirei esse desejo,
que consome, e amarga a alma.
Até quando morrerei aos poucos
com tanta incerteza e desprezo.
Coração nenhum aguenta bater tão apertado,

Em um ritmo completamente dolorido e descompassado.

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