Hoje me encontro em mais um dia de recaída, pensando nos rastros do que há tempos foi amor, mas agora não passa de desilusão. Pouco penso nela, muito menos penso em mim. Não, tudo o que penso, é sobre nós. Nós esse que embaralha minha mente, nós esse que machuca meu coração, nós esse, que por ironia, nunca existiu.
Lembrar do que aconteceu pode ser muito doloroso, mas ficar pensando no que poderia ter acontecido, chega a ser a mais amarga e infinita tortura. Gostaria de poder lembrar do seu olhar apaixonado, recordar o doce sabor dos seus lábios, ou do seu sorriso bobo estampado em seu rosto após um beijo demorado. Seriam esses momentos que em mente teria guardado, e dos quais me lembraria com saudade, e não com o remorso que hoje sinto por nada disso ter vivenciado. Mas agora tudo o que guardo é curiosidade de como é ser amado, e de como escrever sobre amor, sem estar com o coração quebrado.
Fujo então do universo do amor, que parece não me acolher, tentando deixar pra trás toda essa melancolia desnecessária, todos os esses anos escondido atrás de meu sorriso já cansado, e principalmente, abandonar essas lembranças inventadas, de um sentimento que podia ter sido valorizado, causando assim, um relacionamento que poderia ter durado.